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Em Pinto Bandeira, vinícola Don Giovanni realiza conversão para o processo biodinâmico

Vinícola Don Giovanni, em Pinto Bandeira

Vinícola já comemora primeiros resultados positivos após o início da transição

No ano passado tive o prazer de conhecer de perto parte do processo biodinâmico adotado pela vinícola Don Giovanni, na cidade gaúcha de Pinto Bandeira. Há três anos a empresa iniciou gradualmente esta forma de manejo em seus vinhedos e espera que em 5 anos seja possível concluir a transição dos seus 14 hectares. Este processo tem como grande vantagem o equilíbrio com o ecossistema, buscando revelar ainda mais expressão no aroma e sabor dos vinhos.

“A Don Giovanni trabalha com cultivo de uvas desde os anos 50. A empresa vinha aplicando nos seus vinhedos, sistemas convencionais de controle de pragas e doenças nas plantas. Em 2012, apostamos em novos desafios, voltando cada vez mais nosso olhar à sustentabilidade”, explica o diretor da vinícola, Daniel Panizzi.

Desde então, iniciaram ações contínuas como o uso do Termal PestControl, mais conhecido como TPC, equipamento que lança jatos de ar quente nos vinhedos, provocando estresse e aumentando a resistência e defesas da planta. Através desta primeira medida, a empresa conseguiu bons resultados. Porém, percebeu que tal ação não seria o suficiente. Em 2014, a equipe decidiu apostar também na agricultura biodinâmica. O conceito deste processo utiliza ferramentas sutis para restaurar a energia e equilíbrio do ecossistema. A execução é feita através de um composto orgânico e preparados, levando em consideração ainda, a astrologia e produtos naturais. Todos esses cuidados buscam expressar ao máximo o terroir e potencial dos vinhedos.

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O cenário privilegiado da vinícola Don Giovanni.

A agricultura biodinâmica leva na sua base, preparados com plantas medicinais. Entre elas, a urtiga, para combater pulgão. Já a cavalinha é utilizada para evitar fungos e o mil-folhas, para potencializar o potássio e o enxofre. A vinícola atua igualmente, por meio da diversificação, cultivando ainda trevo-branco, para auxiliar as plantas a fixarem nitrogênio naturalmente e azevém e aveia-preta, que funcionam como adubo ao solo. “Os resultados são animadores. Podemos perceber uma maior vitalidade na vinha, mais vida no ecossistema e uvas com mais sabor e profundidade. Sabemos que o caminho é longo e árduo, mas seguimos com muita observação, paciência e sensibilidade, para atingir o equilíbrio máximo entre a terra, a planta, de forma sustentável e qualitativa”, explica Maciel Ampese, enólogo da Don Giovanni.

Confira fotos da vinícola:

 

Sobre Andressa Griffante

Andressa Griffante é jornalista gaúcha, mora em Porto Alegre e uma viajante apaixonada por arte, história e cultura. Acredita que os lugares e as pessoas tem muito pra nos ensinar, e que nem sempre precisamos ir longe pra aprender com o mundo. Além de editora deste blog, é empreendedora online na agência RSbloggers - com a qual foi considerada uma das 30 pessoas mais influentes do mercado digital de 2016 pelo YouPIX.

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