Ametista do Sul (RS): o que visitar, onde comer e se hospedar

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Você já ouviu falar em Ametista do Sul? No interior do Rio Grande do Sul esta pequena cidade de pouco mais de 7 mil habitantes é o centro da região que concentra a maior exploração de pedra Ametista do mundo. Este pedaço de terra no Sul do Brasil é citado em diversos países, em museus onde suas pedras estão expostas e onde se encontram os cristais mais raros e valiosos extraídos de Ametista do Sul.

Loja subterrânea ao lado do restaurante Belvedere.

A mineração nesta cidade se intensificou na década de 70, mas só nos últimos anos é que a cidade parece ter despertado também para o grande potencial turístico desta riqueza natural. E chamando atenção para a beleza não apenas de suas ametistas, mas também pela natureza, história e empreendedorismo de quem viu nas grutas e nas pedrarias outras possibilidades de negócios além da venda de cristais e do garimpo.

Hoje a cidade possui restaurantes dentro de minas desativadas, vinícolas que utilizam estas cavernas como adega, visitas guiadas em minas desativadas e também nas que ainda funcionam, passeios de bugue, museus, trilhas, mirantes, pousadas e chalés recém construídos em meio à natureza, e até uma tirolesa para os mais aventureiros.

No Ametista Parque Museu.

O caminho para chegar a Ametista é hoje um dos grandes entraves para que mais visitantes descubram o local. Em sua maioria as estradas que dão acesso à cidade não são asfaltadas. Em finais de semana e feriados também é um problema a pequena capacidade hoteleira da região. Mas são situações que espero que em breve sejam solucionadas, a medida que a cidade percebe seu potencial de crescimento.

Fui à cidade num final de semana de feriadão, em outubro de 2020, e quase não consegui encontrar hospedagem. Depois de muito buscar, eu, minha mãe e meu padrasto conseguimos o último quarto numa pousada no Centro da cidade. A simplicidade da estadia não ofuscou o agradável passeio e o acolhimento que recebemos  por lá.

 

Segurança sanitária: bom lembrar, em período de pandemia, que todos os locais visitados possuíam avisos de distanciamento social, forneciam totens de álcool gel e exigiam o uso de máscara.

Salve aí o que conhecer em Ametista do Sul:

O Centro da Cidade:
Igreja, Letreiro e a Pirâmide Esotérica na praça central

No Centro da cidade uma pirâmide chama a atenção e reúne turistas para fotos lindíssimas dentro deste monumento, que dizem ser um canalizador de energia. De fato estar ali dentro nos dá uma sensação muito boa!

Dentro da Pirâmide Esotérica, no centro de Amestista do Sul. Foto: Passageira.com.br.

 

Ainda no Centro, aproveite para conhecer a Igreja São Gabriel – única no mundo revestida com 40 toneladas de pedra ametista!

Igreja São Gabriel, no Centro de Ametista do Sul. Foto: Passageira.com.br.

Em breve, ao lado da Igreja, haverá também um imponente mirante. Ele estava ainda em construção quando fiz a viagem a Ametista.

Complexo Belvedere:
Restaurante subterrâneo, Piscina aquecida subterrânea, Tirolesa, Visita à Mina em atividade, Hotel e Chalés.

O Belvedere reúne opções de hospedagem, piscina aquecida, lojas e restaurante subterrâneo, visitação à mina em atividade e tirolesa. Por isso é um complexo turístico e uma das paradas obrigatórias de quem passeia por Ametista do Sul.

Infelizmente não consegui me hospedar no local, pois não havia mais quarto disponível quando busquei. Mas pude almoçar no restaurante subterrâneo (encarando uma fila de quase 1 hora) e fazer o passeio na mina em atividade, que fica logo ao lado do hotel.

Em frente ao hotel estão os chalés (recentemente construídos) e a tirolesa. E também ali pertinho tem um bar e boliche, que pertence ao complexo e é uma das opções para encerrar o passeio do dia com um happy hour ou uma noite divertida.

Piscina aquecida subterrânea. Os hóspedes do Belvedere tem à sua disposição essa linda área pra relaxar! Quem não está hospedado pode pagar à parte para utilizar.

 

Além do diferencial de ainda estar ativa, esta mina não oferece uma visitação comum como as outras. Ao entrarmos nela e o guia iniciar suas explicações sobre a rotina no garimpo, assistimos também a uma demonstração de como é o trabalho dos garimpeiros e o processo de identificação de onde perfurar e como realizar a extração. Outra experiência interessante (e nem tão confortável) é o desligamento das luzes da mina por um tempo curto, para que se tenha noção da falta de iluminação dentro da caverna e de como é fácil perdermos o senso de direção quando não estamos enxergando e nem temos um ponto de referência. Também é realizada a simulação de uma explosão, apenas com o barulho. O guia nos prepara para todos esses momentos e pessoas com problemas cardíacos, ou grávidas e pessoas com crianças pequenas são retirados da mina por precaução.

Pedra Café:
Cafeteria, buffet colonial e cardápio de petiscos

Bem por acaso descobrimos esta cafeteria muito charmosa, que oferece também um buffet livre de café colonial e opções de almoço e happy hour. Foi uma bela surpresa! Ótimo atendimento, cardápio com opções variadas de comidas e bebidas e um ambiente super agradável.

Conversando com a proprietária, ela avisou que um segundo ambiente está em construção e promete ser mais um grande atrativo turístico. Ela não deu mais informações, pois a ideia é surpreender até mesmo os moradores quando a novidade for inaugurada. Ou seja: já quero muito voltar a Ametista pra conhecer todas as boas novas que vi ainda em construção durante essa viagem!

Centro de Mineralogia

Inaugurado em outubro deste ano em Ametista do Sul o Centro de Mineralogia reúne diversos cristais e explica sobre a formação dos mesmos, a geologia da cidade, classificações das pedras e outras curiosidades da mineração e suas características.

Ali também há uma parte ainda a ser construída. Após conferir a explicação no salão principal onde as pedras estão expostas, caminhamos até a entrada de uma mina desativada onde um espaço de convivência ao ar livre está sendo projetado. Integra o local uma loja com artigos em pedras, decorativos e semi jóias com preços bem acessíveis.

Exposição de pedras do Centro de Mineralogia. Foto: Passageira.com.br.

Vinícola Ametista

Esta vinícola me encantou demais! Eu já adoro um enoturismo, e ver a produção vitivinícola num local tão diferente, com as barricas de carvalho dispostas numa caverna, é algo que eu ainda não tinha visto!

A visitação guiada começa dentro de uma mina desativada, onde percorremos diversas galerias com barricas, garrafas aguardando pelo processo de fermentação pelo método tradicional, além de mesas e bancos em pedras. No passeio a guia vai contando a história da vinícola, que iniciou como um pequeno projeto para consumo familiar e acabou agradando tanta gente que foi expandindo sua produção.

Vou parecer repetitiva, mas também na vinícola Amestista está em construção um novo ambiente. A ideia é que, após a visitação e a degustação, os turistas possam sentar numa espécie de gastropub envidraçado, continuar degustando os vinhos da casa harmonizando com petiscos e fiambres. Tudo isso com uma vista linda para os parreirais!

Chegando na Vinícola Ametista. Foto: Passageira.com.br.
Rótulos degustados!
Fachada da Vinícola Ametista
Pedras enormes de ametista estarão decorando o novo ambiente da Vinícola!

 

Complexo Ametista Parque Museu:
Museu das pedras, cervejaria, mirante, passeio motorizado às galerias de uma mina desativada e mais um restaurante subterrâneo!

Este é outro complexo turístico de Ametista do Sul. Num mesmo local estão concentradas diversas atrações, como um museu de pedras, passeio dentro de uma caverna passando pelo bar e cervejaria Mina Beer, além de lojas, um mirante na área externa e um passeio motorizado de 4×4 pelas galerias subterrâneas de uma mina desativada.

Nossa primeira parada no local foi no Museu. Um salão com a exposição de diversos tipos de pedras, citando seu país de origem. É considerada a maior coleção de minerais da América Latina. O acervo possui mais de 2000 exemplares de pedras preciosas raras, a maioria encontrada em garimpos da região, entre eles a Ametista mais valiosa já encontrada até hoje pesando 2.5 toneladas, e um Meteorito de 140 kg.

Ao fundo do museu, já seguimos por túneis subterrâneos que desembocam na Mina Beer Cervejaria.  Uma atração a parte, que também me surpreendeu! A produção cervejeira é toda dentro da mina. Esta é a primeira microcervejaria subterrânea do mundo. Um pub muito charmoso está todo montado no mesmo local.

Ali os visitantes podem sentar, curtir uma música, beber muita cerveja (claro!), assistindo à produção cervejeira num ambiente envidraçado logo ao lado. Ali é possível também pedir algumas cervejas em doses de degustação pra você provar antes de comprar. Também pode levar pra casa algumas caixas com 2 ou 4 estilos de cerveja, com copo da casa. Uma boa dica de souvenir de viagem!

A essa altura do roteiro já estávamos meio cansados de tanto andar, então o passeio motorizado no final da tarde foi uma ótima pedida. A gente entra em grupo numa espécie de “gaiola” neste Toyota adaptado. Outra vantagem é não precisar usar o capacete, já que existe no transporte uma proteção em metal. Durante o passeio, ouvimos mais um pouco da história da mineração em Ametista do Sul, sobre o processo de extração e dificuldades da vida no garimpo. Em cada visita foi possível entender um pouco mais da história da cidade e do trabalho que ainda é o principal vetor econômico desta pequena cidade gaúcha.

Ainda no mesmo complexo do Ametista Parque tentamos almoçar no restaurante subterrâneo Garimpo. Porém já estava lotado quando chegamos. Ainda assim entramos pra fazer algumas fotos na entrada do local que, como todos os atrativos da cidade, está repleto de itens decorativos em pedra ametista.

A entrada do restaurante subterrâneo Garimpo. Foto: Passageira.com.br.

 

Pra fechar o passeio pelo Ametista Parque não deixe de apreciar a paisagem do mirante do local:

Museu do Bambu

Fachada do Museu do Bambu, no Centro de Ametista do Sul. Foto: Passageira.com.br.

Outra novidade em Ametista do Sul é o Museu do Bambu & Cia, que conta a história da gramínea, considerada nosso “aço verde”. Com inúmeros benefícios e uma cultura já bastante difundida nos países asiáticos, o bambu ainda é pouco produzido no Brasil. Com o objetivo de ampliar e compartilhar seus conhecimentos sobre esta matéria-prima, o artista plástico Carlos Ciprandi criou o museu, que também serve como loja e atelier. Inicialmente estava localizado em Planalto/RS, mas tendo em vista que o fluxo turístico de Ametista do Sul era mais estratégico para o negócio, o espaço ganhou novo endereço. O local chega a receber em torno de 50 visitantes por dia dependendo da temporada.

O tempo de visitação é curto, mas suficiente para se entender mais sobre o bambu, suas características, benefícios, conhecer mais sobre os artigos que podem ser feitos desta gramínea e a cultura em torno dela. Passamos por instrumentos musicais feitos de bambu, bicicleta, itens de cozinha, artigos decorativos, e muitos outros.

Ao final do passeio é possível tomar um chá de bambu e conferir os itens à venda. Tudo muito bonito! Dá vontade de levar tudo pra casa!

E onde se hospedar em Ametista do Sul?

As pousadas e hotéis em Ametista em sua maioria não ostentam muito luxo, já que o próprio turismo da cidade atrai as pessoas pro ecoturismo, pra simplicidade do interior, pras belezas naturais das pedras, grutas e do verde da paisagem. Porém, tem crescido o investimento em pousadas em meio a natureza, com mais conforto e outros atrativos.

Quando visitei a cidade me hospedei na Pousada da Professora Lurdinha e recomendo pela hospitalidade e localização central. A simpática proprietária recebe os hóspedes como se fosse em sua própria casa. Antes era ali mesmo sua morada, que posteriormente foi reformada e adaptada para receber hóspedes. Sua casa fica no mesmo terreno, numa construção anexa à pousada. Como diferencial, a pousada conta com piscina e uma vista linda!

Área da piscina na Pousada da Prof. Lurdinha.

Já citei aqui no post que o Belvedere Mina conta com hotel e chalés. E além desse, também me foi recomendado o Hotel das Pedras, Eco Hotel Portal das Ametistas, Hotel Ferrari e o Hotel Ametista.

 


E aí!? Gostaram das dicas?

Se precisarem de ajuda com o roteiro por Ametista do Sul, é só me escrever: contato@passageira.com.br

Beijos e até o próximo destino!
Andressa Griffante