Festival Olhe pra Cima: walking tour comemora o aniversário de Porto Alegre

Crédito: Vinícius Amorim

No sábado, dia 06 de abril, acontece em Porto Alegre um walking tour do Festival Olhe pra Cima, com entrada franca. A caminhada, que celebra os 252 anos de Porto Alegre, terá em torno de 2 horas de duração e contará com um percurso de aproximadamente 5km, onde cada um dos murais contará com uma visita e a história e curiosidades por trás de cada um deles. O evento ocorre às 15h, com inscrição online.

O primeiro festival de muralismo e arte pública da cidade já realizou duas edições, em 2021 e 2022 e contabiliza nove obras em prédios do Centro Histórico e Cidade Baixa, somando mais de 4 mil m2 de intervenções artísticas pelo município.

Cada mural conta uma história e vários simbolismos estão escondidos atrás das cores e formas que compõem cada uma das obras de arte. Segundo o criador e curador do projeto, Vinicius Amorim, “estes murais ressignificam a maneira como nos relacionamos com a cidade e também com a arte, e por isso resolvemos promover o evento, para aproximar mais ainda a comunidade dessas criações artísticas”.

“Nosso convite é fazer com que a gente olhe pra cima e descubra ângulos novos da nossa cidade, que  se transformou em uma galeria de arte a céu aberto – com arte pública, democrática e  acessível para todos”, revela Amorim sobre a proposta do walking tour.

O passeio inicia no Centro Histórico, saindo da Casa de Cultura Mario Quintana em direção ao Mercado Público, passando pela Praça Dom Feliciano, rua Jerônimo Coelho, Praça da Matriz, Escadaria da Borges, Viaduto João Pessoa e finalizando o percurso pela rua Sarmento Leite até a rua da República.

FREE WALKING TOUR FESTIVAL OLHE PRA CIMA

06/04/2024 (quarta) das 15h às 17h

link para ingressos

https://www.sympla.com.br/free-walking-tour—olhe-pra-cima–0604—sabado__2382722

Percurso: aproximadamente 5 km (2h)

Inclusos: Visita guiada com o Curador e Idealizador do Festival Olhe Pra Cima

Valor: GRATUITO

 

MANIFESTO 2024

QUAL É O LUGAR DA ARTE? 

Já foi dito que a Arte Cura, a Arte Salva, a Arte É Vida… Também que a Arte é Ancestral, a Arte é Clássica, a Arte é Moderna, a Arte é Contemporânea, a Arte é Urbana…

Agora não queremos dizer, queremos gritar a plenos pulmões: Olhe Pra Cima!

Olhe pra cidade sob o céu, olhe pras paredes nas grandes vias urbanas e veja um verdadeiro jogo de xadrez colorido, sinta esse acervo vivo, aproprie-se dessa poesia visual, brinque com essa coleção de arte pública e acessível a todos.

Ao primeiro contato acredita-se que se está olhando para uma obra de arte urbana de um novo artista, e se descobre um universo extraordinário. Isso não tem só a ver com apreciação estética de uma obra de arte nos museus e galerias, mas é de extrema importância, porque mostra que toda obra verdadeiramente grande produz também mudanças no mundo real, onde a vontade criadora pode desenvolver-se com a liberdade que só o espaço urbano compartilha. 

O Festival Olhe Pra Cima, assim como a cidade que é seu suporte artístico, se transforma constantemente. Eleva obras de diferentes artistas acima do horizonte labiríntico de ruas e avenidas, rompe o tédio da selva de pedra, e segue na construção de um Museu Infinito ao ar livre. Obras que pairam fantasticamente na atmosfera urbana, que alegram e atraem o nosso olhar para o alto, atenuam as tensões no ir e vir da população de pedestres e motoristas, para suspender nossa percepção e exaltar nossos sentidos.

Mais que salvar, a arte é um convite ao olhar.

“OLHE PRA CIMA” não é apenas um novo nome para um mesmo projeto. É um eterno manifesto para não vivermos com a cabeça para baixo, mas sonhar grande, colorido, ter sempre um destino para onde olhar, para não se perder por aí…

 

INFORMAÇÕES SOBRE OS MURAIS

“ESTRUTURA CROMÁTICA #001” – BRUNO SCHILLING

FESTIVAL OLHE PRA CIMA 2021

ED. DESPACHANTES ADUANEIROS
Rua Caldas Júnior, 20 | fachada: Siqueira Campos | Centro Histórico – Porto Alegre/RS

O objetivo foi criar uma estrutura viva que conecta a terra com o céu, respirando no concreto da cidade. Com inspiração em arte cinética e abstracionismo geométrico, a malha visual construída com esquema de cor gradual sofre interferência cromática dos tons de cinza, multiplicando as camadas e dando ênfase a um conceito de sobreposição e dinamismo, bem como a vida nas grandes cidades.

BIO | BRUNO SCHILLING

Bruno Schilling é formado em Design com ênfase em Design Gráfico e desde 2012 participa de exposições e projetos em Porto Alegre, São Paulo, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Campo Bom e Ivoti, construindo painéis e murais. Buscando o conceito de equilíbrio e o uso preciso de cores em suas criações, Bruno transmite a influência  que vem principalmente da arte geométrica e do movimento moderno do desenho gráfico. Sua pesquisa  também reflete o interesse do artista em tecnologia e arte cinética. Com pesquisa profunda em aplicações  de padronagens gráficas, especializou-se em criar malhas visuais com esquema de cor arrebatador e  inserção cirúrgica das mesmas.  Suas experimentações utilizam-se de plataformas diversas. Nos tecidos – padrões e texturas, nos murais  – paisagens intrincadas em formas que crescem e desabrocham como grandes estruturas e cenários inter galácticos, das telas uma pequena janela desse grande universo de criatividade que nos remonta à visão emblemática de seu imaginário particular.


 

“QUANDO A NATURALIDADE SE DESLOCA” – KELVIN KOUBIK

FESTIVAL OLHE PRA CIMA 2021

PREDIAL BIER ULLMANN
Rua Uruguai, 35 | fachada: Siqueira Campos | Centro Histórico – Porto Alegre/RS

A obra parte da intenção do artista em quebrar o ritmo e a ordem dos elementos densos e pesados que constituem as paisagens urbanas. Como naturalidade entendemos a ideia de qualidade, estado e/ou condição e que, na intervenção nos surge como efeito. Lançando mão de um paradoxo que está entre as paisagens: urbana – cinza e densa, e a da natureza, das mais diversas cores que a fauna e a flora apresentam. A garça, traz memórias da capital gaúcha, junto do conjunto de folhagens sobrepostas em alguns planos, abrem espaço ao paradoxal, pois, na parede o que vemos é uma paisagem artificial, trata-se de uma natureza morta, mas, o que está em jogo é o deslocamento do campo das ideias enquanto processo artístico. A natureza, ainda que morta ou artificial, dá vida. Entre as sobreposições dos tons de cinza e as linhas ortogonais dos prédios vemos a pintura nascer com leveza e organicidade, como uma vegetação que brota do solo.

BIO | KELVIN KOUBIK

Kelvin Koubik é artista visual, formado pelo Instituto de Artes da UFRGS e atua como muralista, produzindo obras em grande formato em diversos espaços, públicos e privados, em diferentes cidades, lugares e estados. Vencedor de dois Prêmios Açorianos de Artes Plásticas (2013 e 2017), é co-fundador do coletivo de desenho Atelier D43, expondo e realizando uma residência artística na França. Desde 2014 seu ateliê se localiza no Vila Flores, um centro cultural no distrito criativo da capital gaúcha


Crédito: Fábio Alt

“TEMPO, DOR E AMOR” – TITO FERRARA

FESTIVAL OLHE PRA CIMA 2021

GARAGEM PAROBÉ
Rua Praça Parobé, 78 | fachada: Júlio de Castilhos | Centro Histórico – Porto Alegre/RS

A obra que fica no centro da cidade, ao lado do mercado central e visível a milhares de pessoas diariamente, busca mostrar a força e determinação que temos que ter para os acontecimentos mais cotidianos e importantes, e que permeiam a vida de todos – o Tempo, a Dor e o Amor.

BIO | TITO FERRARA

Nascido e criado na cidade de São Paulo, o artista Tito Ferrara foi cercado desde que nasceu por uma grande cidade cheia de pessoas, graffitis, pixações e informações. E tudo isso é impresso em seu trabalho pessoal, que é uma mistura de retratos e histórias contadas através de escritas e tags misturadas em camadas. Já assinou trabalhos em NY e em 2021 realizará uma imersão pelo Japão.


Crédito: Fábio Alt

“INCÊNDIO” – PATI RIGON

FESTIVAL OLHE PRA CIMA 2021

ED. TABAJARA
Av. Borges de Medeiros, 601 | fachada: Jerônimo Coelho | Centro Histórico – Porto Alegre/RS

A obra, com uma imagem botânica, tenta levar ao centro histórico o que dele foi retirado: a natureza, em meio a tanto concreto um pássaro pousa em uma flor. Porém, também traz um elemento disruptivo que nos traz questionamentos e não respostas prontas.

BIO | PATI RIGON

Uma multi-artista brasileira,  LGBTQIA+ formada em Design pela UFRGS e pela Politécnica de Turim, na Itália. Trabalha com pinturas à óleo, ilustrações, graffitis, performances, tatuagens, também é modelo e militante trans-intersexo. Iniciou sua carreira nas artes em 2015, com sua primeira exposição de pinturas a óleo hiper-realistas intitulada “Pele Agridoce” na Galeria Península em Porto Alegre.


Crédito: Vinícius Amorim

“MULHERES MIRABAL” – ANE SCHÜTZ

FESTIVAL OLHE PRA CIMA 2021

CASA DE ACOLHIMENTO MULHERES MIRABAL
Rua Souza Reis, 132 – São João – Porto Alegre/RS

A Ocupação @mulheres.mirabal foi criada em 25 de novembro de 2016, com objetivo de ser casa de referência a mulheres em situações de risco e violência, tendo abrigado neste cinco anos, centenas de mulheres e crianças.

BIO | ANE SCHÜTZ

Desde criança, influenciada especialmente pelos animes japoneses, Ane começou a desenhar e não parou mais. Foi do papel ao digital quando ganhou seu primeiro computador aos 14 anos e descobriu o mundo do pixel art. É designer, ilustradora, diretora de arte, desenhista, muralista, combinadora de cores, sujadora de pincéis, gastadora de marcadores, enfim, um pouco de tudo que envolva artes visuais. Trabalha há 14 anos, passando por grandes empresas e grandes paredes. Produz um trabalho focado especialmente na figura feminina e influenciado pela cultura pop, com uso de cores vibrantes, texturas, linhas orgânicas e formas abstratas pra construir suas composições, seja em arte digital, no papel, em tela ou em mural.


 

“MURAL AURORA NEGRA” – GUGIE CAVALCANTI + FELIPE REIS + BRASIALIANO BRAZA + NEGRITOO

FESTIVAL OLHE PRA CIMA 2021

ANTIGO HOTEL MASTER PREMIUM PALACE

Rua Senhor dos Passos, 221 | fachada Alberto Bins | Centro Histórico – Porto Alegre/RS

“Em nossas consciências negras não existem margens, porque somos o centro de nossas histórias — histórias de afeto, orgulho, luta e preservação. Sentimentos concentrados em um beijo sensível em nossas crianças, utopias de afro futuros com os nossos pequenos reis e rainhas, máscaras desnudam a face e abrem portais para outros tempos. Gratidão pelas linhagens que nos trouxeram até aqui e nos colocaram de queixo erguido, empoderando nossas poesias. Sem esquecer que, para que nossas cabeças estejam nas nuvens, é importante que vossos pés estejam no chão — observando o novo dia, uma nova aurora, a ‘Aurora Negra’”

BIO | ARTISTAS

Braziliano (Santa Maria/RS -1981)

Grafiteiro, ilustrador e quadrinista. Artista autodidata que desenvolve como principal temática no seu trabalho o Afrofuturismo, ficção cientifica pelo olhar do negro contemporâneo.

Felipe Reis (Porto Alegre/RS – 1979)

Atua em projetos de pesquisa antropológica da cultura Hip Hop.Também assina esculturas, ilustrações, decor, customizações e outras técnicas de impressão e pintura.

Gugiê (Brasília/DF – 1993)

Grafiteira, Artista Visual, Bacharel em Artes Visuais pelo Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina -UDESC.Propõe com suas criações uma estética relacional, onde o contato e interação com suas obras se traduzem em uma ativação de sensibilidade coletiva.

Negritoo (São Paulo/SP – 1975)

Artista visual, bacharel em Design de Produto pela Universidade Mackenzie e Pós-graduado em Design Gráfico pelo SENAC. Nos traços lúdicos de referências pop e figuras femininas, desenvolve sua expressão através do graffiti e na experimentação em novas superfícies.


Crédito: Vinícius Amorim

“SOPRANO” – APOLO TORRES

FESTIVAL OLHE PRA CIMA 2022

HOTEL INTERCITY CIDADE BAIXA
Av. Loureiro Da Silva, 1960 | fachada João Pessoa | Cidade Baixa – Porto Alegre/RS

O mural “Soprano”, que ilustra um jovem músico tocando um sax soprano, é uma celebração à música (a forma de arte que eu mais admiro) e aos músicos e musicistas, assim como outros trabalhos da minha série “Diálogos”. A obra está também alinhada a uma pesquisa que eu já faço há muitos anos sobre representar o jovem contemporâneo de maneira autêntica, então não é coincidência o fato deste músico usar boné, moletom largo, etc. É um artista jovem que, assim como eu, tem respeito pela tradição e os mestres que nos precedem, mas que também tem o compromisso de estar atento ao novo e manter vivas as formas de arte, comunicando-se com o seu tempo. Há um paralelo entre a tradição do jazz com o rap e o hip-hop, assim como eu, como artista, procuro misturar certos elementos da pintura tradicional com o graffiti, que também é parte do movimento hip-hop.

BIO | APOLO TORRES

Nascido em 02 de maio de 1986 em Diadema, SP, Brasil. Atualmente, vive em São Paulo. Graduado em Desenho Industrial na Universidade Mackenzie, em São Paulo (2008), estudou pintura e processos criativos na School of Visual Arts, em Nova York (2013). Utiliza a pintura como linguagem artística, em telas e murais de larga escala. Seu trabalho dialoga com a pintura clássica, street art e arte contemporânea. Com exposições individuais no Brasil, Itália e Estados Unidos, e participações em festivais e exposições coletivas em vários países, Apolo aparece como um grande expoente do muralismo contemporâneo brasileiro.


Crédito: Fábio Alt

“DUAS LUAS” – GABI STRAGLIOTTO

FESTIVAL OLHE PRA CIMA 2022

ED. TUPY SILVEIRA
Praça Marechal Deodoro, 170 | fachada Praça da Matriz | Centro Histórico – Porto Alegre/RS

O mural Duas Luas é uma extensão da minha pesquisa no atelier, registrando imagens de pessoas nos centros urbanos e deslocando elas, através da pintura, para espaços abstratos que remetem à paisagens, a espaços mais amplos e mais calmos que os originais. Essas figuras, apesar de sempre se manterem desconhecidas, anônimas, buscam também uma sensação de proximidade, de intimidade com o espectador. É como se dividíssemos com ela a cena à frente, como se compartilhássemos aquele instante. Me interessa muito elaborar melhor a nossa percepção do tempo e do espaço na vida contemporânea – e esse assunto atravessa também esse trabalho. Podemos nos deslocar, mesmo que provisoriamente, para um outro tempo, mais sereno que a vida inquieta que caracteriza o nosso dia a dia?

BIO | GABI STRAGLIOTTO <<

Gabriela nasceu no interior do Rio Grande do Sul, em Galópolis, Caxias do Sul. É graduada em Comunicação Social pela ESPM, em Porto Alegre, e tem formação livre em Artes Visuais, com passagem pela Central Saint Martins em Londres e pela Academia Internacional de Cinema de São Paulo. Seu trabalho se desdobra nos processos de construção e abstração da imagem, atravessando a figuração, principalmente no uso da pintura e combinando a mesma com instalações em áudio, vídeo e texto. Hoje vive e trabalha entre Caxias do Sul e São Paulo.


 

“BENZEDEIRA” – CRIOLA

FESTIVAL OLHE PRA CIMA 2022

ED. DUQUEZA
Av. Borges De Medeiros, 855 | fachada Fernando Machado | Centro Histórico – Porto Alegre/RS

Meu nome é Criola, sou artista visual de Minas Gerais. Gosto muito de usar cores vibrantes, porque eu acredito que as cores, elas tem a potência e o poder de modificar o ambiente em que a gente vive. E quando a gente vê, tudo padronizado na cidade, cinza.  O objetivo é justamente esse, não causar reflexões. Fazer com que você seja uma máquina. Só vai pra casa e pro trabalho.  Eu acredito que a arte salva por causa disso. Eu quis pintar uma benzedeira gigante, no meio do centro de Porto Alegre. E ela está com esse turbante, com a cobra coral estampada representando a sua realeza. Eu acho que ter isso aqui em Porto Alegre, é importante marcar a presença das pessoas pretas neste lugar.

BIO | CRIOLA

Criola (Belo Horizonte – MG, 1990) é uma das artistas visuais mais proeminentes da arte urbana, sempre mergulhando em pautas sociais e políticas, com pinturas e murais de grande formato que tocam na ancestralidade para expor e questionar os valores da sociedade contemporânea. Suas obras tem como foco principal a posição da mulher negra na sociedade e a importância de seu protagonismo no mundo. Além do figurativo, traz em seu estilo a inspiração da fauna e da flora brasileiras somadas aos grafismos de matrizes africanas. A artista apresenta grandes empenas, laterais de prédios, pintadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Paris e em Minsk na Bielorrússia.


 

“VIR-A-SER” – TIO TRAMPO

FESTIVAL OLHE PRA CIMA 2022

ED. SALOMÃO IOSCHPE
Rua José do Patrocínio, 462 | fachada República | Cidade Baixa – Porto Alegre/RS

O mural intitulado Vir-a-ser é o resultado de uma longa e instigante pesquisa que me acompanha a alguns anos. com 50 anos e com uma carga de experiência em constante evolução .resolvi expor um estudo com formas primordiais,   sólidos Platônicos, proporção áurea, semente e fruto  da vida.  símbolos que representam o Masculino o feminino e também elementos alquímicos da natureza. Tais como: água, fogo, terra,ar e o universo. Nesse processo de criação,a intenção foi ampliar  essas formas usando recursos arcaicos e modernos, como cordas, réguas,carvão, papel  e  um  moderno projetor. usando os pontos, retas e ângulos fui ampliando e desvendando  aos moradores de Porto Alegre um estudo ao céu aberto.  onde se destaca o Pássaro que repousa  e observa uma cidade que aguarda mudanças ambientais e respira uma constante evolução cultural.

BIO | TIO TRAMPO

Luis Flávio Trampo é um dos precursores do graffiti no Brasil e até hoje, um dos mais ativos. Influenciado principalmente pela cultura brasileira, das metrópoles às tribos indígenas, Trampo demonstra em suas intervenções uma poética visual singular. Por vezes simbólica e experimental, em outros momentos mais figurativa, mas sempre adequada ao ambiente que está inserida. Conhecido por seu trabalho social, Trampo é uma referência de arte urbana em Porto Alegre, participando tanto como voluntário em oficinas em comunidades carentes, como também transmitindo esse mesmo conhecimento em universidades e workshops.


 

“TERRITÓRIO ILHOTA” – CARLA BARTH

FESTIVAL OLHE PRA CIMA 2022

COMUNIDADE TERRITÓRIO ILHOTA
Av. Ipiranga, 734 – Praia de Belas – Porto Alegre/RS

Junto da comunidade, me foram passadas algumas memórias e vivências dos primeiros moradores no Território Ilhota. Assim eu trouxe elementos como a pesca, a imagem da força e liderança das mães pretas, a imagem da criança, religião, carnaval, elementos da natureza como os girassóis e pássaros.

BIO | CARLA BARTH

Artista e ilustradora, começou suas atividades artísticas em 2005. Formada pela Escola de Comunicação, Artes e Design (FAMECOS-PUCRS) e estudante de Artes Visuais na UFRGS. Realizou diversas exposições no Brasil e no exterior. Trabalha principalmente com pintura fazendo murais, telas e arte aplicada. Suas obras foram divulgadas em revistas de diversos países como Rússia, Inglaterra, EUA, Espanha. Possui obra no acervo do MACRS e murais em inúmeros espaços públicos.

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A Passageira

A Passageira

Andressa Griffante é Jornalista, especialista em Marketing de Conteúdo e Influência, e uma viajante apaixonada por arte, história e cultura. Acredita que os lugares e as pessoas tem muito para nos ensinar, e que nem sempre precisamos ir longe para aprender com o mundo.

Que valoriza a liberdade de viajar sozinha e o aprendizado de se perder de vez em quando. Gosta de planejar cada passo de uma viagem com antecedência, mas às vezes se joga numa trip de última hora. Quer aproveitar a vida ao máximo e compartilhar seus caminhos, afinal, estamos todos aqui de passagem…