Com música clássica, rock, MPB e marchinhas, o Bloco Fúnebre promete mais uma vez transformar a madrugada de Belo Horizonte em um espetáculo único, onde o improvável vira festa e a morte dá lugar à celebração da vida. Considerado o cortejo mais inusitado de Belo Horizonte, ele promete surpreender os foliões na abertura oficial do Carnaval 2026. O grupo sai na virada da sexta-feira, 13 de fevereiro, com um repertório que vai do erudito ao popular.
Com patrocínio do Grupo Zelo, o bloco assume sem pudores a temática da morte celebrada com alegria e leva para o asfalto da Avenida Afonso Pena uma experiência carnavalesca fora de qualquer padrão.
Villa-Lobos no Carnaval: erudito encontra a folia
O grande destaque musical deste ano é a execução de “O Trenzinho do Caipira”, de Heitor Villa-Lobos. A obra orquestral ganha arranjos carnavalescos para embalar o tema “Sexta-feira 13 — Ô Sorte!!”, reafirmando a proposta do bloco de desafiar expectativas.
Para Flávia Ribeiro, fundadora do Bloco Fúnebre, a escolha traduz a essência do cortejo.
“A gente quer mostrar que o Carnaval comporta tudo, do erudito ao popular, do luto à festa. Tocar Villa-Lobos na madrugada, seguido de uma marchinha ou de um rock, cria uma atmosfera quase operística na rua”, afirma.
Segundo ela, o repertório simboliza a ideia de um Carnaval que acolhe todos os públicos, misturando referências culturais diversas em um mesmo cortejo.
Repertório eclético vai do luto ao baile de rua
A diversidade musical é marca registrada do Bloco Fúnebre. O setlist foi pensado como uma narrativa sonora que começa com o solene “Hino Fúnebre” e “Canto Para Minha Morte”, passa por clássicos da MPB como “As Rosas Não Falam” e “O Mundo é um Moinho”, e explode em hits internacionais como “Fear of the Dark” e “The House of the Rising Sun”.
Para garantir o clima de Carnaval de rua, o repertório inclui marchinhas tradicionais como “Cachaça”, “Saca Rolha” e “Jardineira”, reforçando o caráter popular e dançante do desfile.
Sexta-feira 13 transforma superstição em festa
A coincidência da data inspira a estética do desfile. Personagens do imaginário popular de Belo Horizonte, como a Loira do Bonfim e o Capeta do Vilarinho, aparecem no cortejo, transformando o medo em elemento lúdico e carnavalesco.
Para Léo Lima, também fundador do bloco, a soma de fatores cria o cenário ideal.
“Ser o único bloco da madrugada já nos dá uma energia diferente. Quando a gente une isso ao patrocínio de uma empresa do segmento funerário e à data de sexta-feira 13, o cenário fica completo. O Fúnebre é isso: rir da morte para celebrar a vida”, destaca.
Ensaios acontecem em fevereiro
A preparação do bloco acontece no início de fevereiro, no Clube ABESC, no bairro Horto Florestal. Os ensaios são abertos ao público, com ingresso no valor de R$ 30 (day use do local).
Próximo ensaio:
- 08/02 — 13h às 16h
Serviço — Bloco Fúnebre | Carnaval BH 2026
Data: 13 de fevereiro (sexta-feira)
Tema: Sexta-feira 13 — Ô Sorte!!
Concentração: 23h — Praça da Bandeira
Saída: 0h (meia-noite)
Trajeto: Praça da Bandeira → Av. Afonso Pena → Praça Milton Campos
Dispersão: 3h — Praça Milton Campos
Patrocínio: Grupo Zelo, Sympla e Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur




