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Festival Internacional de Cinema de Carazinho chega à segunda edição com programação gratuita e protagonismo feminino

Cultura

A cidade de Carazinho, no Rio Grande do Sul, recebe, de 12 a 22 de novembro, a segunda edição do Festival Internacional de Cinema de Carazinho. Com o tema “Para todas as mulheres”, o evento terá exibições gratuitas de curtas e longas-metragens nacionais e internacionais, além de oficinas, debates, palestras e cerimônias de homenagem e premiação.

Após reunir mais de 5 mil pessoas em sua primeira edição, em 2025, o festival busca ampliar sua atuação no cenário audiovisual brasileiro e fortalecer a produção cinematográfica fora dos grandes centros. Entre as novidades deste ano está o Cine Ônibus, uma unidade móvel que oferecerá transporte gratuito para moradores de diferentes bairros e comunidades até os locais de exibição.

Idealizado pelos diretores Yasmin Martins Mendes e Diego Esteve, o festival também homenageará dois profissionais do audiovisual com o Prêmio Lifetime Achievement: a cineasta, autora, diretora e pesquisadora Rosane Svartman e o diretor e produtor Ignácio Coqueiro.

Festival de cinema destaca protagonismo feminino

O tema escolhido para a segunda edição busca reconhecer a contribuição das mulheres para a história do cinema, ampliando a visibilidade de profissionais que participaram da construção do setor, mas nem sempre receberam o devido reconhecimento.

“Nosso mote é dar protagonismo à mulher e restaurar a história colocando a mulher no lugar que ela sempre esteve, mas que nunca deram créditos e ampliar o espaço de todas nós. Escolhemos esse recorte para celebrar, visibilizar e valorizar as trajetórias das que abriram caminhos e continuam transformando a linguagem, a produção e a gestão do cinema, inspirando as próximas gerações de realizadoras. Ao mesmo tempo que celebramos grandes artistas independentes e consagrados no audiovisual”, conta Yasmin.

A edição também presta homenagem à cineasta Lois Weber, patrona do festival neste ano. Ela foi a primeira mulher a assinar contrato com um grande estúdio de cinema mundial. A escolha dá continuidade ao resgate histórico iniciado em 2025, quando a homenageada foi Alice Guy-Blaché.

A proposta estética do evento também valoriza o cinema mudo e em preto e branco, destacando tradições e elementos da identidade cultural gaúcha.

Cine Ônibus amplia acesso às sessões em Carazinho

Uma das principais novidades de 2026 é a implantação do Cine Ônibus, iniciativa que busca ampliar o acesso da população à programação. O transporte gratuito terá rotas específicas pela cidade para levar moradores de bairros e comunidades até as sessões e, posteriormente, garantir o retorno.

“A principal grande novidade desta edição é a expansão da formação de público e do acesso ao cinema através do Cine Ônibus, uma unidade móvel de exibição itinerante que levará a experiência cinematográfica diretamente a diferentes bairros e comunidades de Carazinho, tornando o festival ainda mais inclusivo e participativo”, explica Yasmin.

Todas as exibições, palestras e sessões de perguntas e respostas com realizadores (Q&A) terão entrada gratuita. A programação inclui mostras competitivas de curtas e longas-metragens nacionais e internacionais, oficinas imersivas de cinema, debates com realizadores e a cerimônia de homenagem e premiação, além das recepções no tapete vermelho.

O festival também promove palestras com Patrizia Landi, Isabella Bauer, Ronald Teixeira, Nicele Branda, Ester Dias, Yasmin Martins Mendes e Juan Pablo Domenech. Os encontros abordarão temas como inserção no mercado internacional, inclusão e diversidade, trajetória profissional e questões documentais e humanitárias no audiovisual.

Festival aposta na descentralização do audiovisual

Realizado por meio do Pró-Cultura, da Lei de Incentivo à Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul (LIC), o evento reafirma o compromisso com o fortalecimento e a democratização do setor audiovisual gaúcho.

A proposta é descentralizar a produção cinematográfica, levando a experiência das grandes telas para além das capitais e criando um polo de intercâmbio cultural na região.

“É um sentimento de enorme orgulho, alegria e responsabilidade. Levar a segunda edição a Carazinho reafirma o nosso compromisso com a descentralização do cinema de excelência e com o desenvolvimento cultural, social e econômico da região e do audiovisual como um todo”, destaca Diego Esteve.

Outra iniciativa desta edição é a reformulação das categorias de premiação técnica, com a inclusão de novas áreas de reconhecimento e a integração de novos jurados. Entre as novidades estão as categorias de Direção de Arte e Direção de Elenco.

“A motivação vem do reconhecimento de que o cinema é uma arte profundamente coletiva. A Direção de Arte constrói todo o universo visual e narrativo que envolve a história, já a Direção de Elenco é fundamental na lapidação das interpretações e na química do filme. Percebemos que dar o devido destaque técnico e artístico a essas duas áreas fortalece a valorização da cadeia produtiva como um todo”, detalha Diego.

Na primeira edição, o festival contabilizou mais de 5 mil pessoas e distribuiu mais de mil ingressos na estreia. Para os idealizadores, a expectativa agora é consolidar o evento no calendário cultural brasileiro e ampliar sua presença internacional.

“Nossa expectativa é de consolidação e expansão do Festival Intl de Cinema de Carazinho. Queremos fortalecer o festival como uma vitrine de alcance internacional e um polo de intercâmbio audiovisual no Brasil, atraindo novos públicos, realizadores de diversas partes do país e do mundo, e promovendo debates de grande impacto social e cultural, criando oportunidades e restaurando a história do audiovisual”, finalizam os idealizadores.

Filmes selecionados para a mostra competitiva

O festival divulgou a relação de produções que concorrem às categorias desta edição.

Melhor longa-metragem

  • (Des)controle (produção: Migdal Filmes, Elo Studios e Sony Pictures)
  • Crocodile and Lotus (Yacan Ye)
  • Dragkiller (produção: Johnny Victor)
  • Entramas (produção: Pablo Pereira, Mariana Mêmis Müller e Raquel Etges)
  • Invisible Borders (Invisíveis) (produção: Bernardo Barreto, Stefanie Coimbra e Jon Keeyes)
  • Malaika (produção: Nina Rosa, Metilde Alves e Rodolpho de Barros)
  • Manas (produção: Marianna Brennand, Sean Penn, Walter Salles, Maria Carlota Bruno e irmãos Dardenne)
  • Sexa (produção: Bianca Lenti, Belisario Franca e Maurício Magalhães)
  • The Daughters of Abraham (produção: Charles Gillibert)
  • The Meltdown (El Deshielo) (produção: Alejandra García, Alex C. Lo e Andrés Wood)

Melhor atriz protagonista

  • Glória Pires (Sexa)
  • Jamilli Correa (Manas)
  • Melissa Guers (The Daughters of Abraham)
  • Paolla Oliveira (Herança de Narcisa)
  • Vitória Bianco (Malaika)

Melhor ator protagonista

  • Bernardo Barreto (Invisible Borders)
  • Caco Ciocler ((Des)controle)
  • Gabriel Santana (Entramas)
  • Syrus Shahidi (The Daughters of Abraham)
  • Thiago Martins (Sexa)

Melhor atriz coadjuvante

  • Andrea Beltrão (Invisible Borders)
  • Dira Paes (Manas)
  • Norma Góes (Malaika)
  • Rosamaria Murtinho (Herança de Narcisa)
  • Saskia Rosendahl (The Meltdown)

Melhor ator coadjuvante

  • Bilel Chegrani (The Daughters of Abraham)
  • Daniel Filho ((Des)controle)
  • Mauricio Pešutić (The Meltdown)
  • Pedro Henrique Muller (Herança de Narcisa)
  • Rômulo Braga (Manas)

Melhor direção

  • Glória Pires (Sexa)
  • Heitor Dhalia (Invisible Borders)
  • Manuela Martelli (The Meltdown)
  • Marianna Brennand (Manas)
  • Hanaë El Yousfi (The Daughters of Abraham)

Melhor roteiro

  • Bernardo Barreto (Invisible Borders)
  • Felipe Sholl, Iafa Britz e Rosane Svartman ((Des)controle)
  • Hanaël El Yousfi (The Daughters of Abraham)
  • Manuela Martelli (The Meltdown)
  • Marianna Brennand, Felipe Sholl, Marcelo Grabowsky e equipe (Manas)

Melhor direção de fotografia

  • Benjamín Echazarreta (The Meltdown)
  • Fabien Faure (The Daughters of Abraham)
  • João Carlos Beltrão (Malaika)
  • Pepe Mendes (Invisible Borders)
  • Pierre De Kerchove (Manas)

Melhor direção de arte

  • Ana Diniz (Malaika)
  • Fernanda Teixeira (Herança de Narcisa)
  • Fernanda Rodrigues e Flaviana OX (Entramas)
  • Marcos Pedroso (Manas)
  • Nohemí González (The Meltdown)

Melhor figurino

  • Carolina Espina (The Meltdown)
  • Roberta Pupo (Herança de Narcisa)
  • Tina Medeiros (Malaika)
  • Tita Tully, Femmenino, Pablok, Lilitth, Glaucia Martini e Maria Lia (Dragkiller)
  • Vivian Oliveira (Entramas)

Melhor trilha sonora original

  • Mariá Portugal (The Meltdown)
  • Roberto Schilling (Invisible Borders)
  • Thylacine & Bravinsan (The Daughters of Abraham)
  • Valério Fiel (Malaika)

Melhor elenco

  • Cibele Santacruz e Junior Prado ((Des)controle)
  • Clarissa Appelt (Herança de Narcisa)
  • Anna Luiza Paes de Almeida (Manas)
  • Sig de Miguel & Stephen Vincent (Invisible Borders)
  • Alejandra Alaff e Moira Miller (The Meltdown)

Melhor curta-metragem

  • Wildfire (direção: Luciënne Vernner)
  • George (direção: Mauricio Borges de Medeiros)
  • Memórias com vista mar (direção: Marton Olympio)
  • Try Your Luck (direção: Guenia Lemos)
  • A Good Day Will Come (direção: Amir Zargara)
  • Samba Infinito (direção: Leonardo Martinelli)
  • Ressonância (direção: Anna Zepa)
  • Janete (direção: Rebecca Cerqueira)
  • Aqueles Dois (direção: Guilherme Gobbi)
  • Aurora (direção: Bruna Lessa)

Melhor documentário

  • Tapir (Anta, o filme) (direção: João Marcos Rosa)
  • Originárias (direção: Marcília Cavalcante)
  • Mulheres com Lata (direção: Sandra Cristina Sousa)
  • Linaje (direção: Carlos Rincon)
  • Esse Outubro Não É Rosa (direção: Luciana Salvatore)
  • Emraa Min Ward (direção: Al Ameel Abdul Azeez)

Melhor animação

  • Abá e Sua Banda (direção: Humberto Avelar)
  • Monstro da Rejeição (direção: Antônio Carreira Alvim Macedo)
  • Timosha (direção: Elena Malenkina)
  • Moment of Silence (direção: Mascot Man)
  • Uma Menina, um Rio (direção: Renana Martins Alvarez)

Mostras não competitivas também têm produções selecionadas

Além da mostra competitiva, o Festival Internacional de Cinema de Carazinho divulgou os filmes selecionados para as mostras Curta, Diversidade e Animação. Todas as produções serão exibidas durante o evento.

Mostra Curta-metragem

  • My Blood (direção: Lola Katzenberger)
  • Às Compras (direção: Luiz Guilherme Assis)
  • Nada Nunca Morre (direção: Roberson Rosa e Marcelo Gava)
  • Cena 23 (direção: Zeca Pedroso)
  • Mira (direção: Apenas Rodrigues)
  • O Sonho de Frances (direção: Renê Müller)
  • Confio (direção: Giovanna Plentz)
  • Mais ou Menos Aurora (direção: Renato Maia)
  • Viúvas (direção: Luisa Clasen)
  • Farewell to the Sea (direção: Mateusz Nowak)
  • Levanter (direção: Vanina Kondova)
  • Check Behind the Curtain (direção: Paula Pardillos)
  • Shadows of Desire (direção: Lucio Luna)
  • Marmita (direção: Guilherme Peraro)
  • Gaiola (direção: Lucas Werlang Meyer)
  • Ocorrência (direção: Daniela Diniz e Laura Diniz)
  • O Amanhã de Ontem (direção: Fabrício Koltermann)
  • The Border (direção: Carlo Fumo)
  • The Vase (direção: Milica Maletin)
  • Pulsação (direção: Raquel Ferrari)
  • Ciclo (direção: Karen Suzane)
  • Ela Toma Placebo (direção: Gabriel Vinícius)
  • São as Regras (direção: Flavia Vieira)
  • My Father and the Beach (direção: Marcos Alexandre)
  • A Saga (direção: Dayse Amaral Dias)
  • Xarpi (direção: Alisson Machado)
  • Lumen (direção: Marcos DeBrito)
  • Inversão (direção: Tulio de Melo)
  • Partitura (direção: Vicente Pedro e Mariana Farias)
  • O Salto (direção: Camilla Trigona)
  • Sandra (direção: Camila Márdila)
  • O Som que o Peito Tem (direção: Tainá Bevilacqua e Pedro Von Kruger)
  • O Jogo (direção: Marcos Fellipe Silva)

Mostra Diversidade

  • Ponto e Vírgula (direção: Thiago Kistenmacker)
  • Ainda Te Amo (direção: Hsu Chien)
  • A Bola (direção: Filipe Rafaeli)
  • Salve Rainha (direção: Estevão Ribeiro e Fabio Carvalho)
  • Ebó de Xùxú (direção: Myra Gomes)
  • Meu Amor, Meu Coração (direção: Will Kenndy)
  • O Leve Bailar das Borboletas (direção: Leandro Fasoli)
  • E Kú Áfèkú (direção: Diego Perotto)
  • Charles e Seus Dias de Chaplin (direção: Johnnas Oliva)
  • Aurora (direção: Bruna Lessa)

Mostra Animação

  • A Menina que Amava Gatos (Maria Tereza Azevedo)
  • Amor nos Tempos de I.A. (Beatriz Kurashima)
  • Ato Final (Babi Astolfi e Lisa Soare)
  • Bici, a História de uma Bicicleta no Afuá (Otoniel Oliveira)
  • Joaquim & Call (Antônio Carreira Alvim)
  • The Flock (Ducca Rios)

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A Passageira

Andressa Griffante é Jornalista, especialista em Marketing de Conteúdo e Influência, e uma viajante apaixonada por arte, história e cultura. Acredita que os lugares e as pessoas tem muito para nos ensinar, e que nem sempre precisamos ir longe para aprender com o mundo.

Que valoriza a liberdade de viajar sozinha e o aprendizado de se perder de vez em quando. Gosta de planejar cada passo de uma viagem com antecedência, mas às vezes se joga numa trip de última hora. Quer aproveitar a vida ao máximo e compartilhar seus caminhos, afinal, estamos todos aqui de passagem…

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