Dois movimentos que vêm crescendo de forma consistente nos últimos anos — o aumento de mulheres que viajam sozinhas e a maior participação feminina em corridas de rua — agora se encontram em um ponto de convergência: o turismo esportivo.
Esse cruzamento de comportamentos tem impulsionado uma nova tendência no setor de viagens, marcada pelo perfil da mulher que busca autonomia, lazer e experiências esportivas em destinos nacionais e internacionais, especialmente em provas de corrida.
Brasileiras viajam mais sozinhas e buscam autonomia
Dados do Ministério do Turismo indicam que quatro em cada dez brasileiras já realizaram viagens solo. Entre os principais motivadores estão o lazer, citado por 72,6% das entrevistadas, e o desejo de independência, mencionado por 65,1%.
No cenário global, o relatório da Virtuoso (2024) reforça essa tendência ao apontar que as mulheres representam 71% dos viajantes solo no mundo, consolidando um comportamento cada vez mais presente no turismo contemporâneo.
Mulheres já são maioria nas corridas de rua
O crescimento da presença feminina também se reflete no esporte. Segundo o relatório “Perfil do Atleta Brasileiro”, da Ticket Sports, em 2025 as mulheres ultrapassaram os homens em participação em eventos esportivos, representando 52,4% do público total.
Esse avanço reforça a consolidação da mulher como protagonista nas corridas de rua e amplia o interesse por experiências que unem esporte e viagem.
Turismo esportivo se adapta à nova demanda
A união entre viagens solo femininas e corridas de rua já impacta diretamente o mercado de turismo esportivo. A Sub4 Turismo Esportivo, agência especializada em viagens para atletas, relata aumento significativo na participação feminina em suas expedições internacionais.
Para a prova 21K Roma, realizada em outubro, 75% dos clientes da agência são mulheres. Já na tradicional corrida Paris Versailles, marcada para setembro, esse número chega a 80%.
Segundo o sócio-diretor da empresa, Henrique Farias, esse movimento reflete uma mudança estrutural no comportamento das viajantes:
“O suporte logístico e a formação de grupos com afinidade em torno da corrida criam uma rede de proteção. Isso faz com que a experiência seja mais segura e acolhedora, permitindo que as mulheres viajem com mais confiança e criem conexões duradouras”, explica.
Segurança e comunidade como fatores decisivos
Apesar do crescimento das viagens solo femininas, a insegurança ainda é um fator relevante. Uma pesquisa do Ministério do Turismo aponta que 62% das brasileiras veem a segurança como principal barreira para viajar sozinhas.
Nesse contexto, o turismo esportivo organizado por agências especializadas surge como alternativa para reduzir esse receio, oferecendo estrutura, acompanhamento e um ambiente coletivo baseado no mesmo objetivo: participar de uma corrida.
Uma nova mentalidade no turismo esportivo feminino
Mais do que uma tendência passageira, o fenômeno indica uma mudança de comportamento. A combinação entre autonomia, esporte e experiências coletivas vem redefinindo a forma como mulheres viajam e se conectam com o turismo esportivo.
Nesse cenário, a corrida deixa de ser apenas uma competição e passa a representar também um elemento de transformação pessoal, social e cultural.
Sobre a Sub4 Turismo Esportivo
Com quase 15 anos de atuação, a Sub4 Turismo Esportivo é especializada em viagens para corredores e turistas esportivos, levando atletas a grandes eventos no Brasil e no mundo. Mais de 10 mil participantes já cruzaram linhas de chegada em diferentes países com o suporte da agência.
Em junho de 2025, a empresa passou por uma atualização de identidade visual, reforçando seu posicionamento voltado ao atendimento especializado e humanizado para atletas em busca de experiências esportivas internacionais.




