Consolidado como um dos maiores festivais multiculturais do Brasil, o Porto Verão Alegre encerrou sua 27ª edição com números expressivos e resultados que reforçam sua importância para a cena cultural e econômica da capital gaúcha. Ao longo de um mês intenso de programação, entre 8 de janeiro e 8 de fevereiro, o evento recebeu cerca de 40 mil espectadores e promoveu 246 sessões em 17 espaços culturais de Porto Alegre.
Ao todo, 144 atrações passaram pelos palcos do festival, incluindo peças teatrais, shows musicais e espetáculos de dança voltados a públicos diversos. A programação contemplou desde comédias, stand-ups, dramas e musicais até montagens infantis, espíritas, de ilusionismo e propostas experimentais. Parte significativa das sessões contou com recursos de acessibilidade, como audiodescrição e tradução em Libras.
Festival reforça vocação inclusiva e acessível
“Entregar mais uma edição do Porto Verão Alegre nos deixa com aquele sorriso meio bobo de quem sabe que está aprontando alguma coisa boa. É uma felicidade que mistura emoção, alívio, cansaço gostoso e orgulho”, avalia Zé Victor Castiel, um dos organizadores do evento. Segundo ele, o festival mantém sua essência desde a criação: ser inclusivo, acessível e conectado à vida cotidiana da cidade, com ingressos pensados para diferentes realidades.
Criado em 1999, o Porto Verão Alegre nasceu com o objetivo de gerar trabalho para a classe artística em um período tradicionalmente mais vazio na agenda cultural da cidade. Em 2026, essa missão se reafirmou também no campo econômico. A edição foi responsável pela geração de mais de 1,5 mil postos de trabalho diretos e cerca de 5 mil indiretos, envolvendo profissionais das áreas de produção, técnica, administração, comunicação, transporte e serviços.
Economia criativa em destaque
“Atrizes, atores, músicos, bailarinas, técnicos e todos os outros ‘invisíveis indispensáveis’ transformam o festival em um organismo vivo, que respira ideias e insiste em existir”, destaca Rogério Beretta, coidealizador e organizador do Porto Verão Alegre. Para ele, o impacto do evento vai além do palco, fortalecendo cadeias produtivas ligadas à economia criativa e ao setor cultural da cidade.
Grandes nomes e diversidade artística
Além de valorizar clássicos do teatro gaúcho, o festival trouxe a Porto Alegre nomes de destaque do cenário nacional, como Thiago Lacerda, Nany People e Grace Gianoukas. A programação musical também ganhou força, com apresentações de artistas como Arrigo Barnabé, Maskavo e o duo formado por André Abujamra e Marcos Suzano.
O público ainda acompanhou reencontros com músicos consagrados, como Nei Lisboa, Renato Borghetti e Kleiton & Kledir, além da estreia da nova turnê de Duca Leindecker e do show comemorativo de 40 anos da Graforréia Xilarmônica.
Palco dedicado à brasilidade e novos espaços culturais
Entre as novidades da 27ª edição esteve a criação de um palco dedicado à brasilidade. Nas quintas-feiras de janeiro, o Grezz recebeu o Palco Petrobras, com nomes como Chico Brown, Andréa Cavalheiro, Glau Barros, além de apresentações de Thedy Corrêa e da fusão sonora de Paola Kirst com o Kiai Grupo.
O festival também ampliou sua presença territorial com a estreia de novos espaços na programação, como o Teatro Simões Lopes Neto e o Galpão Floresta Cultural, que se somaram a locais já tradicionais do evento, entre eles o Teatro Unisinos, o Instituto Ling, a Casa de Cultura Mario Quintana e o Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues.
Realização e patrocínios
O 27º Porto Verão Alegre foi apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Petrobras, por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Teve patrocínio master do Banrisul, além do apoio de empresas e instituições públicas e privadas que viabilizaram mais uma edição do festival, reafirmando seu papel estratégico para a cultura e a economia criativa de Porto Alegre.




